terça-feira, 3 de julho de 2012

Percurso da Cruz Peregrina e do ícone de Nossa Senhora na diocese de Juína


O momento é de ansiedade e ao mesmo tempo de alegria. Estamos nos preparando para acolher em nossa diocese os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, deixados pelo saudoso Papa João Paulo II. A programação é intensa, mas estamos certos que a passagem da Cruz e do ícone de Nossa Senhora em Juína vai dá novo vigor, sobretudo a Juventude.

Nossa vez de estar próximo da Cruz Peregrina e do ícone será no dia 22 de Julho, quando uma equipe vai à Juara, diocese de Sinop, pegá-los. As atividades na diocese de Juína iniciam às 6hs da manhã do dia 23, no Cruzeiro, que fica a 12km da cidade. A partir daí segue a programação:

• Dentro da Cidade: Através da BR 174 entra no Bairro Pe. Duílio - vai até a comunidade Nossa Senhora da PAZ- volta pela Av. Joinvile até a Com. Nossa Senhora de Lourdes – segue para o Bairro Palmiteira – Faz uma parada no Oratório São Francisco. Depois segue para o bairro Industrial pela Av. Joinvile e entra na Com. São Cristovão, que segue pela Av. JK (travessia urbana) até o Bairro São José Operário, na Com. São José Operário.

• Segue passando ao lado do Colégio São Gonçalo, entra na Av. Beija-Flor, pára em frente à UPA, depois segue para Com. Nova Aliança – em seguida passa em frente à Escola 7 de Setembro - segue à direita até a Com Santo André e Mosteiro - segue pela Av. Bahia  até à Com João  Paulo II - faz a volta no Quarteirão e  entra novamente na Av. Bahia  em direção à Rua Medianeira, contorna a Com. Sta. Luzia, sobe a Av. Maringá até a Av. Londrina  novamente até o final do asfalto em direção à Com. Santa Catarina. Volta à Av. Londrina até a Av. Mato Grosso em direção à Paróquia Santo Agostinho.


À tarde:

Saída da Paróquia Santo Agostinho, em direção ao Albergue pela rua Santa Catarina até a sub-estação, entra à direita até a Av. D. Aquino, desce até o Albergue.  Do Albergue pega a rua que liga D. Aquino à Av. JK- chegando ao Lar dos Idosos e passa em frente à Igreja.  Depois segue pela Av. JK até o Presídio. Sai do presídio pela AV. JK até a Policlínica – desce pela rua dos fundos do Colégio Presbiteriano até a Com. Nossa Senhora Auxiliadora – faz o contorno na Igreja e volta para a rua Gabriel Muller até a Rodoviária – segue  pela  rua entre  o Guilherme  e o Hospital Municipal - pára em frente ao Hospital Municipal - pára  em frente à Prefeitura e segue  pela Av. 9 de Maio até a Av. Mato Grosso - faz o contorno na Praça da Bíblia – sobe a Av. 9 de Maio até o Simionatto – desce novamente  até o Hosp. São Geraldo- cont. até a Av. dos Jambos – segue em frente à feira e pára em frente à Mãe Gestante. Desce e pára na lateral do Hosp. São Lucas – entra na 1ª rua à esquerda, depois à direita até o Colégio São Gonçalo.

Na quadra do Colégio Salesiano São Gonçalo ocorrerá a Celebração Eucarística, presidida pelo bispo dom Neri. Este vai ser um momento forte, pois logo após a celebração os jovens carregarão a cruz nos braços até o galpão de eventos da catedral. Após a benção solene haverá um grande momento de louvor e agradecimentos ao Deus da vida.

O dia 24 também será especial. Durante todo o dia os movimentos e pastorais farão momentos de reflexão ao redor da Cruz. A programação está assim:

05:00h - Oração da manhã – responsável – os consagrados presentes na cidade;
06:00h - Ministros da Eucaristia;
07:00h - Apostolado da Oração;
08:00h - Colégio São Gonçalo;
09:00 – Catequese;
10:00h – Oratórios e estudantes de Juína;
11:00h - Pastoral da Criança
12:00h - Pastoral da Saúde
13:00h - Lareira
14:00h - Colégio São Gonçalo
15:00h - Celebração de Envio – Mística da Cruz
17hs – A Cruz e o ícone seguem para Brasnorte, onde haverá celebração com os fiéis, em seguida a diocese de Diamantino vai viver o seu momento forte de espiritualidade, com sua programação.

sábado, 30 de junho de 2012

"Agora é Tempo de ser Igreja caminhar juntos participar".



Celebrando hoje a festa de Pedro e Paulo,
exaltamos seu exemplo de fidelidade a Jesus Cristo e
seu ardoroso testemunho no projeto libertador de Deus.

Na pessoa de Pedro, destaca-se o Pastor das Comunidades,
aquele que é referência da fé para os irmãos.
Na pessoa de Paulo, aparece mais o líder Missionário,
que forma comunidades e faz expandir a fé em todas as nações.
Pedro recorda mais a instituição... Paulo, o carisma...

As Leituras bíblicas nos falam dos dois Apóstolos:

Na 1ª Leitura, vemos PEDRO: (At 12,1-11)

Preso pelas autoridades... "para agradar os judeus"...
Guardado como "perigoso" por 16 homens... e libertado por Deus...
- O texto mostra que o testemunho dos discípulos gera oposição e morte.
  Mas a oposição não pode calar esse testemunho.
- Mostra uma Comunidade cristã unida e solidária, na Oração.
  E Deus escuta a oração da Comunidade...
- Mostra a presença efetiva de Deus na caminhada da Igreja e
  o cuidado de Deus para os que lhe dão testemunho.
  O nosso Deus não nos abandona...

Na 2ª Leitura vemos PAULO: (2Tm 4, 6-8.17-18)

Também está preso, pela última vez: Está ciente da própria condenação.
Faz um balanço final de sua vida a serviço do Evangelho:
- "Estou pronto... chegou a minha hora... combati o bom combate ...
    terminei a corrida... conservei a fé...
- E agora aguardo o prêmio dos justos...
 - O Senhor esteve comigo... a ele GLÓRIA..."
A própria Morte ele a vê como a Libertação definitiva...

* Suas palavras são um "testamento espiritual" sereno e alegre,
   consciente do dever cumprido..
   Modelo de Missionário ardoroso e entusiasta...

No Evangelho, Pedro faz a Profissão de Fé e recebe o Primado. (Mt 16, 13-19)

O texto tem duas Partes:
- A primeira de caráter cristológico:
  centra-se em CRISTO e na definição de sua identidade:
  "Tu é o Cristo, o Filho de Deus Vivo".
- Na segunda de caráter eclesiológico:
  centra-se na IGREJA que Jesus convoca à volta de Pedro:
  "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja".
A base ("Rocha") firme sobre a qual vai se assentar a Igreja de Jesus
é a fé que Pedro e a Comunidade dos discípulos professaram:
a fé em Jesus como o "Messias, Filho de Deus vivo".

Dessa adesão, nasce a Igreja, a Comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro.
A Pedro e à Comunidade dos discípulos é confiado o poder das chaves,
isto é, a autoridade para interpretar as palavras de Jesus,
às novas necessidades e situações e para acolher ou não
novos membros na Comunidade dos discípulos do Reino.
Pedro torna-se assim uma figura de referência para os primeiros cristãos e desempenha um papel de primeiro plano na animação da igreja nascente.

+ PEDRO E PAULO são figuras gigantescas da Igreja primitiva,
   que tinha a missão de continuar a OBRA salvadora de Cristo...

Na Igreja, Pedro recebe poderes para desempenhar a sua missão:
Por isso, nem o poder do inferno terá vez contra ela...

E essa promessa de Cristo não é apenas à pessoa de Pedro.
Se a Igreja deve permanecer, mesmo depois da morte de Pedro,
devemos admitir que os poderes concedidos a Pedro,  
passem também aos seus legítimos sucessores, que são os PAPAS...

Por isso, nesse dia celebramos também o DIA DO PAPA,
que ainda hoje continua sendo sinal de unidade e de comunhão na fé.

O Papa é o chefe visível da Igreja na terra.
Sua missão é espinhosa, sobretudo hoje, com mudanças rápidas e violentas...
com contestações dentro e fora da Igreja...
Como é difícil saber discernir, no meio de tantas turbulências!...

Ele merece o nosso amor...
mas que não seja um amor só de palavras, mas um amor concreto...
Rezando por ele... escutando a sua voz... e praticando seus ensinamentos...

Relembrando as figuras de São Pedro e São Paulo, perguntemo-nos:
- Damos testemunho de Cristo, como eles, no ambiente em que vivemos?
- Acreditamos que somos responsáveis pela continuação do Projeto de Deus?

Relembrando a figura do Papa,
continuemos a nossa oração, pedindo a Deus que lhe dê:
- MUITA LUZ... para apontar sempre o melhor caminho para a Igreja... e
- MUITA FORÇA... para enfrentar com otimismo e alegria
  as contestações do mundo moderno...

A Igreja é um corpo vivo, que se constrói com pedras vivas.
Todos colaboramos na construção, mas sob a guia e supervisão dos que
são sucessores de Pedro (o Papa) e dos demais Apóstolos (os bispos).

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Se julgares, serás julgado na mesma medida

Num mundo marcado por falsos juízos, Jesus nos adverte: “Não julgueis, para que não sejais julgados”.
Esta expressão – tranquilamente entendida por “criticar” – é uma das mais conhecidas, mas nem sempre interpretada corretamente.
O julgamento que não devemos fazer é aquele em que nos colocamos no lugar de juiz para condenar ou falar mal de nosso irmão segundo nossa própria avaliação. Isto, porém, não se refere ao discernimento que deve ser exercido pelo cristão ou pela Igreja para se proteger contra os que praticam o mal ou ensinam falsidades, ou para manter disciplina para o bem da Igreja.
Quem ousa julgar os outros sofrerá as consequências dessa usurpação de poder, pois também virá a ser julgado na mesma medida.
Lembremos sempre das nossas próprias imperfeições antes de nos colocarmos no lugar de juiz para apontar as faltas dos outros. O Senhor Jesus chama isso de hipocrisia. É preciso, primeiro, eliminar as nossas próprias faltas e imperfeições antes de julgarmos as dos outros. As nossas, sob essa perspectiva, são maiores e se comparam a uma trave em nosso olho quando só podemos ver um argueiro no olho do nosso irmão.
Ao nos depararmos com pessoas tão perversas, as quais tratam as verdades divinas com total desprezo e reagem com violência quando lhes falamos do Evangelho, não temos a obrigação de continuar insistindo com elas. Se o fizermos, apenas estaremos aumentando a condenação que já pesa sobre elas.
Nem sempre é fácil perceber quando uma pessoa pode ser classificada nessa categoria, mas quando em dúvida, temos o recurso de pedir discernimento em oração.
Por isso, reze: “Pai, livre-me de julgar meus semelhantes de maneira severa e impiedosa. Que eu seja misericordioso com eles, assim como o Senhor é misericordioso comigo. Amém!”

sábado, 23 de junho de 2012

Natividade de São João Batista

Evangelho de Lucas 1, 57-66.80”
                                           “COMPLETOU-SE O TEMPO...”
Nossa vida de fé é marcada por muitas promessas, a primeira delas no Batismo, quando pais e padrinhos, falando por nós prometem e se comprometem em professar uma fé viva, capaz de um testemunho autêntico diante do filho ou do afilhado, e na unção crismal prometemos acolher em nossa vida o dom do Espírito Santo e deixarmo-nos conduzir por ele.
O “amém” ao receber a Eucaristia não deixa de ser também uma promessa, de viver sempre em comunhão com Jesus, e nos sacramentos da ordem ou do Matrimônio, prometemos viver um amor total de entrega e doação à Santa Igreja, ou um ao outro, na vida conjugal. Fazemos muitas promessas diante de Deus, antes de receber o sinal sacramental e sabemos muito bem, que por causa dos nossos pecados, muitas vezes quebramos promessas sagradas, quando acontecem as separações, o abandono da comunidade ou de uma vocação religiosa.
Não é de hoje que o homem não cumpre suas promessas diante de Deus, à Bíblia está repleta de relatos onde as pessoas, e próprio povo descumpriu algo prometido diante de Deus. Entretanto, não encontramos uma só palavra ou frase, no antigo ou no novo testamento, onde afirme que Deus deixou de cumprir alguma de suas promessas, feitas para o homem.
A natividade de João Batista, único santo que no calendário da Igreja, tem comemorado o seu nascimento, se reveste de fundamental importância na história da salvação, justamente por ser um elemento divisor entre o tempo chamado das promessas, e o tempo do cumprimento das mesmas.
Há na religiosidade do povo brasileiro uma prática que a modernidade não conseguiu matar: a de fazer promessas! Todas as promessas são feitas para Deus, mas com a intercessão dos santos. A história da Salvação teve início com uma promessa, feita pelo próprio Deus. Ele prometeu através de líderes como Moisés, dos patriarcas Abraão, Isaac e Jacó, dos profetas e demais homens e mulheres de Deus.
“Terminou para Isabel o tempo da gravidez e ela deu a luz um filho...”. Este não é um nascimento qualquer de um israelita, Lucas faz questão de salientar que se completou o tempo de gestação, o tempo de espera, e o útero de Isabel, antes estéril e incapaz de gerar vida, tocado por Deus torna-se fértil, simbolizando de repente o coração de todo um povo, cansado de sofrer, de andar por caminhos errados, por atalhos que só levavam à morte, guiados por falsos líderes, toda a esperança que este povo guardava no coração nas promessas de Deus, irrompe agora como um lençol d’água que fura a rocha e flui à flor da terra, para saciar os sedentos de esperança e de vida nova.
João Batista é a resposta de Deus aos anseios do povo, após um silêncio de quase três séculos! Inspirados por Deus, todos os profetas haviam falado deste tempo novo, para consolar e fortalecer um povo desiludido, desmotivado, esmorecido e sem esperança, certamente esses profetas foram tidos como loucos, sonhadores, fantasiosos, mas muitos guardaram no coração essas promessas, e souberam transmiti-las de geração em geração, sem deixar morrer a esperança, o próprio Zacarias, sacerdote do templo e pai de João Batista, faz parte deste povo que espera, seu nome significa “Deus se recordou”.
A sua súbita mudez, longe de ser um castigo, é prenúncio do tempo feliz que com ele irá se iniciar, e ao apresentar a criança no templo, para ser circuncidado como era costume, ele confirma o nome de “João” que significa “Aquele que anuncia” e recuperando a voz, glorifica a Deus que visitou o seu povo.
Que significado tem, para nós cristãos, a celebração do nascimento de João Batista neste 24 de Junho? Se ficarmos apenas na popularidade e nos festejos joaninos típicos desta data, iremos nos divertir muito, mas certamente não iremos aprender nenhuma lição.
O nosso povo, tanto quanto aquele povo de Israel, em meio aos sofrimentos físicos e morais, também têm guardado no coração essa esperança, de que um dia o bem supremo irá triunfar sobre as forças do mal, é verdade que conforme os dias vão passando, as vezes o desânimo vai tomando conta do coração de muitos que perderam a crença em Deus, no amor e na própria vida, são certas promessas mirabolantes que nunca se realizam, são líderes charlatães que iludem, enganam, roubam. São lideranças religiosas que não cumprem e nem honram seu papel de ministros de Deus, criando uma religião fantasiosa, que explora e cria tantas ilusões.
João vislumbra algo que ninguém tinha ainda vislumbrado: que o reino já estava no meio dos homens, na pessoa e na missão de Jesus de Nazaré. Anuncia a necessidade de uma mudança de mentalidade e de coração, para acolher este reino novo, que não se fundamenta em mentiras e fantasias, mas na Verdade que é Jesus Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
Olhando para a origem de João, seu nascimento e a missão de precursor do Messias, que Deus lhe confiou, podemos refletir sobre tais acontecimentos à luz do evangelho, e mais do que refletir, já está na hora de vivermos esse evangelho, que fala de um tempo novo, de um reino que já está entre nós e que consegue restituir ao coração humano toda essa Esperança que é Jesus de Nazaré, pois como João Batista, todos nós nascemos para ser os portadores e anunciadores dessa Boa Nova, ao homem descrente deste terceiro milênio.
Uma ótima semana a todos!